Todas as respostas sobre rinite e urticária

O que é rinite alérgica (ou febre dos fenos)?

A rinite alérgica (ou febre dos fenos) é uma reação alérgica que ocorre após o contacto com um alergénio, como por exemplo pólen, saliva de animais ou ácaros do pó, e que afeta principalmente o nariz, mas também a garganta, os olhos e, por vezes, a pele. A rinite pode ser sazonal, quando ocorre apenas em determinadas estações do ano, ou crónica, quando é desencadeada por fatores presentes no seu ambiente doméstico e pode, por isso, ocorrer em qualquer altura do ano.

Qual a diferença entre rinite alérgica e sinusite?

Durante as suas fases iniciais, a rinite alérgica e a sinusite apresentam sintomas bastante semelhantes e, por isso, são facilmente confundíveis. No entanto, estas são duas doenças diferentes: a rinite alérgica é uma inflamação das membranas nasais desencadeada pela exposição a alergénios, enquanto que a sinusite é inflamação dos seios nasais. À medida que as doenças avançam, torna-se mais fácil distinguir sintomas e identificar com qual está a lidar.

Rinite alérgica: Quais os sintomas e como a identificar?

Os sintomas mais comuns da rinite alérgica são: congestão nasal, corrimento, dificuldade em respirar, dor de garganta, tosse, catarro, dor de cabeça, problemas de sono e fadiga. Para fazer o diagnóstico, pode dirigir-se ao seu médico de família ou diretamente a um especialista em imunologia e alergias. Este diagnóstico pode ser feito na consulta inicial, através de uma análise do seu histórico e de um exame à suas narinas. Se for necessário, poderá ter de fazer um prick test para conclusões concretas.

Como tratar, curar e aliviar a rinite alérgica?

Existem várias maneiras de aliviar os sintomas da rinite alérgica, dependendo do tipo e da gravidade dos mesmos. Cinco das mais comuns são: irrigação nasal com solução salina, anti-histamínicos (sob a forma de spray ou comprimidos), descongestionantes, corticosteroides (sob a forma de comprimidos ou spray), gotas oftálmicas e imunoterapia.

Qual a diferença entre rinite alérgica e crónica?

A rinite alérgica é desencadeada por um fator alergénico (como pólen, esporos fúngicos ou ácaros do pó) e acontece quando o seu sistema imunitário liberta histamina, acreditando que está a ser ameaçado. Já a rinite crónica não-alérgica é « desencadeada por um estímulo extrínseco ou intrínseco que leva os vasos sanguíneos no interior do seu nariz a dilatar, « causando congestão nos seus condutos nasais. 

Porque temos rinite alérgica?

A rinite alérgica acontece quando o seu sistema imunitário memoriza determinado fator como uma ameaça, passando a estar preparado para libertar uma quantidade elevada de anticorpos (que, por sua vez, libertam histamina) cada vez que o deteta. Os fatores alérgenos mais comuns são: o pólen, os ácaros do pó da casa e animais (saliva, urina e “flocos” de pele morta). A alimentação é também um fator a ter em conta pois, apesar de não desencadear a rinite alérgica, pode piorar os sintomas.

Como me posso proteger das alergias?

Existem vários hábitos que pode adotar para prevenir o contacto com os alergénios e, assim, o aparecimento da rinite alérgica. Alguns deles são: proteger os seus olhos com óculos de sol, tomar banho antes de ir dormir, estender a roupa dentro de casa, limpar a casa regularmente e manter o seu animal de estimação fora da divisão da casa onde passa mais tempo.

O que fazer com a rinite alérgica na gravidez?

A rinite alérgica pode surgir durante a sua gravidez mas, durante essa altura, tomar medicamentos sem consultar o seu médico não é indicado. Para aliviar os sintomas da rinite durante a gravidez, evite os fatores alérgenos, use sprays nasais ou, se o seu médico autorizar, tome anti-histamínicos. Evite usar medicamentos descongestionantes.

O que é urticária crónica espontânea (ou idiopática)?

A urticária crónica espontânea (ou idiopática) é uma condição cutânea de causas desconhecidas, caracterizada pelo aparecimento de babas ou manchas avermelhadas e, em alguns casos, inchaço doloroso nos lábios, olhos e garganta (angioedema). Estas marcas podem aparecer em qualquer parte do corpo, podem ser de qualquer forma e tamanho, e costumam causar comichão e uma sensação de queimadura.

Quais os sintomas da urticária e como os aliviar?

Os sintomas mais comuns da urticária são o aparecimento de manchas e babas com comichão e, raramente, angioedema (que, por sua vez, pode levar a rouquidão e problemas de respiração e deglutição). Para aliviar os sintomas, pode aplicar compressas frias nas zonas afetadas, usar cremes anti-pruriginosos, tomar anti- histamínicos não sedativos ou, em casos graves, corticosteroides orais ou injetáveis.

Tenho urticária: o que não posso fazer?

Se tem urticária, existem certos hábitos que poderá ser melhor evitar, como pintar o cabelo (principalmente com produtos químicos), beber bebidas alcoólicas, comer determinadas frutas ou apanhar sol. No entanto, tudo depende das causas da sua urticária, assim como do nível de gravidade e dos tratamentos utilizados.









Qual a diferença entre rinite alérgica e sinusite?

Tanto a rinite alérgica como a sinusite apresentam sintomas semelhantes nas suas fases
iniciais e, por essa razão, é comum estas condições de saúde serem confundidas uma com a
outra. No entanto, se olharmos em detalhe para as causas e sintomas de cada uma, torna-se
claro que rinite alérgica e sinusite são duas doenças distintas.

A rinite alérgica, ou febre dos fenos, é uma inflamação das membranas nasais, desencadeada
pela exposição a fatores alergénios como o pólen, esporos, pelo e saliva de animais, ou até
fumo de cigarros ou certos detergentes da roupa. Acontece quando o sistema imunitário
interpreta o alergénio como um perigo à sua saúde e, como tal, leva o seu corpo a libertar
histamina, uma substância que tem como função atacar corpos estranhos ao organismo. Por
outras palavras, a substância que leva aos espirros, congestão nasal, tosse, e restantes
sintomas.

Já a sinusite é uma inflamação dos seios nasais, isto é, das cavidades ocas à volta do nariz.
Estas cavidades são responsáveis pela produção e drenagem do muco que mantém os
condutos nasais húmidos e hidratados. Por vezes, estes condutos ficam bloqueados e, como
tal, o fluido acumula-se, originando condições que permitem o crescimento de microorganismos
e o aparecimento de uma infeção.

Apesar de, como referimos, os sintomas da rinite e da sinusite começarem por ser bastante
semelhantes (nomeadamente o nariz entupido), a partir de uma certa altura, começam a ser
evidentes certas diferenças, e é aí que poderá perceber com que doença está a lidar. Assim, a
pergunta mais importante no que toca a esta tema é: quais são os sintomas de cada uma
destas doenças?

Quais os sintomas da rinite alérgica?

Quando em contacto com o fator alergénio que o seu sistema imunitário interpreta como um risco para o seu bem-estar, é provável que se depare com os seguintes sintomas:

  • Congestão nasal.
  • Comichão nos nariz, olhos, boca ou garganta.
  • Espirros.
  • Tosse.
  • Inchaço das pálpebras e da zona inferior dos olhos.
  • Corrimento nasal.
  • Perda de olfato.
  • Olhos lacrimejantes e irritação/vermelhidão dos olhos (conjuntivite alérgica).
  • Fadiga.

Quais os sintomas da sinusite?

Existem dois tipos de sinusite – a aguda e a crónica – e cada uma apresenta um conjunto específico de sintomas.

A sinusite aguda dura menos de quatro semanas e costuma causar mais sintomas do que a crónica, incluindo:

  • Dor e pressão no rosto.
  • Corrimento nasal (normalmente espesso, esverdeado ou amarelado).
  • Perda de olfato.
  • Congestão nasal.
  • Tosse.
  • Dor de dentes.
  • Febre.
  • Fadiga.
  • Mau hálito.

Já a sinusite crónica dura mais do que doze semanas e costuma manifestar-se através dos seguintes sintomas:

  • Congestão facial.
  • Corrimento nasal.
  • Pus nas cavidades nasais.
  • Drenagem retronasal (isto é, quando sente muco a descer até à sua garganta).
  • Febre.

Existe alguma relação entre a rinite alérgica e a sinusite?

Depois de ler toda a informação referida neste artigo, torna-se evidente que a rinite alérgica e a sinusite são duas doenças respiratórias diferentes. Mas isso não significa que não haja uma relação entre as duas.

Esta relação é, na verdade, bastante simples de entender: um dos principais sintomas da rinite
é a congestão nasal e, tendo em conta que a sinusite é causada pela acumulação de fluídos
resultante do bloqueio dos condutos nasais, a rinite alérgica não tratada pode acabar por levar
a uma sinusite.

À medida que os seus sintomas se desenvolvem, é possível que consiga perceber qual a
condição respiratória com que está a lidar. No entanto, e como deve imaginar, a melhor
maneira de encontrar uma resposta definitiva a esta questão é indo a um médico especialista
em alergias e imunologia. Não hesite em procurar uma opinião profissional e aprenda a aliviar a
sua doença o mais rapidamente possível.



Tenho urticária: o que posso e não posso fazer?

Quem tem urticária sabe o quão desconfortáveis os sintomas podem ser. Se esse é o seu
caso, é provável (e importante) que se questione acerca do impacto que certos hábitos têm na
sua doença e é sobre isso que vamos falar no artigo de hoje. Continue a ler e descubra aquilo
que pode fazer e aquilo que deve evitar!

Doar sangue: Depende

Geralmente, pessoas com doenças cutâneas comuns como a urticária podem doar sangue. No
entanto, se a sua urticária for desencadeada por uma alergia e estiver a tomar determinados
medicamentos para aliviar os seus sintomas, pode ser aconselhado que não o faça.


Antes de fazer a doação, irão perguntar-lhe acerca de qualquer medicação que esteja a fazer e
aí saberá com certeza se pode ou não doar sangue.

Engravidar: Sim

A sua urticária não deverá causar-lhe problemas a engravidar.

Aquilo que pode acontecer, apesar de ser raro, é os sintomas da urticária surgirem durante a gestação: à medida que a sua barriga cresce, a pele vai esticando e ficando mais seca, causando até alguma comichão e desconforto. Como consequência, a sua pele torna-se mais sensível e, por isso, mais suscetível ao aparecimento de manchas e babas. A melhor maneira de prevenir este ou qualquer outro problema cutâneo durante a gravidez é garantir que mantém a sua pele sempre hidratada.

Amamentar: Sim

A sua urticária não a irá impedir de amamentar, já que a doença não é transmissível e, por
isso, não representa um perigo para o seu bebé. No entanto, enquanto amamentar não deverá
tomar medicamentos como anti-histamínicos para reduzir os seus sintomas, já que esses
medicamentos acabarão por ser transmitidos ao seu bebé através do leite materno.


Assim, durante este período da maternidade, deverá recorrer a soluções naturais para aliviar a
urticária, como o uso de compressas frias e a hidratação das áreas afetadas.

Beber cerveja ou outras bebidas alcoólicas: Depende

Se aquilo que desencadeia a sua urticária é o consumo de álcool, a resposta é não. Se estiver
a tomar medicamentos para a urticária que não deve misturar com álcool, a resposta também é
não.

Caso não seja particularmente sensível a bebidas alcoólicas, pode beber cerveja. Contudo,
devemos referir que o consumo deste tipo de bebidas por agravar os sintomas de várias
condições cutâneas, incluindo a urticária. Se notar que isso lhe acontece, a nossa sugestão é
que evite beber cerveja.

Comer fruta: Depende

Segundo alguns investigadores e profissionais de saúde, existem certos alimentos que podem acelerar a urticária. Por isso, é importante que dê especial atenção àquilo que come quando os seus sintomas aparecem.

No que toca a fruta, aconselhamos que:

  • Evite comer frutos vermelhos, citrinos e frutos tropicais. Todos estes tipos de fruta contêm elevados níveis de salicilatos e aminas, dois químicos naturais que podem piorar os sintomas da urticária.
  • Escolha as bananas mais maduras, já que a quantidade de aminas é mais reduzida.
  • Coma peras maduras e descascadas, pois assim contêm menos salicilatos.

Comer ovos: A evitar

Já que estamos a falar em alimentação, crê-se que a clara do ovo ajude o seu sistema imunitário a libertar histamina, levando ao aparecimento de manchas e babas, à comichão e ao desconforto. Pelo sim, pelo não, o nosso conselho é que evite consumir ovos enquanto sentir esses sintomas.

Apanhar sol: Depende

Para algumas pessoas, a exposição solar é a causa por trás do aparecimento da urticária. Para outras, é a o calor extremo. Se algum desses for o seu caso, é essencial que evite apanhar sol, principalmente nas horas em que este é mais forte. 

Para além disso, deve usar protetor solar todos os dias, ter os seus óculos de sol e um chapéu sempre consigo, e usar peças de roupa que tapem grande parte da sua pele mas que não sejam demasiado justas.

Fazer uma tatuagem: Depende

Fazer uma tatuagem é um processo agressivo para a sua pele. Por isso, é importante que fale com o artista sobre a sua urticária e lhe peça uma opinião profissional. Pode até falar com o seu médico sobre o tema. A resposta varia de caso para caso mas, dependendo do quão sensível é a sua pele é (e dos fatores desencadeadores da sua urticária), poderá não ser uma boa ideia fazer uma tatuagem.

Pintar o cabelo: Depende

Tal como fazer uma tatuagem, pintar o seu cabelo é também um processo algo agressivo, devido aos produtos químicos que costumam ser usados. Assim, o melhor que tem a fazer é confirmar se deve ou não fazê-lo. Algo que pode fazer se estiver decidido a fazer esta mudança de visual é procurar produtos naturais que incluam menos químicos e substâncias irritantes do que é usual.

Não há nada como contactar o seu médico para saber o que pode ou não pode fazer, sabendo que tem urticária. Por isso, em caso de dúvida, procure uma opinião profissional!


Quais os sintomas da urticária e como os aliviar?

A urticária é uma doença que consiste no aparecimento de manchas e babas avermelhadas na pele, acompanhadas por comichão e uma sensação de queimadura. Se tem experienciado esses sintomas mas não sabe se o seu problema é, de facto, a urticária, deve ter algumas questões sobre esta condição. E nós temos as respostas. Continue a ler e descubra alguns factos sobre a urticária, assim como uma explicação dos sintomas e algumas soluções para os aliviar! 

  • A urticária é grave? Usualmente, a urticária crónica não é grave. No entanto, quando acompanhada por angioedema (isto é, o inchaço dos olhos, lábios e garganta) e causar dificuldades de respiração, é importante procurar ajuda médica rapidamente.
  • A urticária é transmissível? A menos que tenha sido causada por vírus que possam ser transmitidos de uma pessoa para a outra, a urticária não é transmissível.
  • A urticária é uma reação alérgica? A razão por que a urticária crónica acontece é desconhecida, mas na maior parte dos casos, não se verifica uma reação alérgica.
  • Porque é que a urticária piora à noite? Durante a noite, o seu corpo produz menos químicos “anti-comichão”. Para além disso, como durante o dia tem coisas para fazer e assuntos para tratar, é mais fácil distrair-se da comichão. Por estas razões, a urticária parece agravar-se durante a noite.

Quais são os sintomas da urticária?

Na maior parte dos casos, a urticária manifesta-se através de dois sintomas:

  • Manchas e babas

O aparecimento de manchas e babas na pele é o sintoma mais comum da urticária. Estas marcas podem ter qualquer forma e tamanho, podem aparecer em qualquer parte do corpo e costumam ser avermelhadas, rosadas ou do tom da pele.

As manchas e babas causam bastante comichão – o sintoma mais desconfortável da urticária – e uma sensação de calor, por vezes até de queimadura. As marcas costumam desaparecer num período máximo de 24 horas. No caso da urticária aguda, aquelas que desaparecem vão sendo substituídas por outras durante seis semanas ou menos, e no caso da urticária crónica, durante mais de seis semanas.

  • Angioedema

O angioedema é como uma urticária “2.0”., pois manifesta-se de uma maneira mais severa e visível. O angioedema consiste, então, no inchaço dos lábios, olhos e garganta e, por vezes, noutras partes do corpo. As zonas afetadas costumam tornar-se avermelhadas e podem ou não causar comichão.

Em casos mais graves, o inchaço na garganta pode causar rouquidão e problemas de respiração e deglutição.

Neste caso, tem que ir rapidamente a uma urgência, pois é uma situação de emergência médica.

É raro a urticária tornar-se perigosa mas, quando isso acontece, a doença pode ser acompanhada por outros sintomas, nomeadamente febre, manchas roxas (nódoas negras), sangramento e até o aparecimento de nódulos roxos. Se notar qualquer um destes sinais de alerta, entre em contacto com o seu médico imediatamente.

Como aliviar os sintomas da urticária?

Se os seus sintomas começarem a interferir demasiado com o seu bem-estar ou, como referimos há pouco, se se agravarem substancialmente, e decidir que é altura de procurar ajuda profissional, é importante saber a que tipo de médico se deve dirigir. Na verdade, tem duas opções. Uma é marcar uma consulta com o seu médico de família. Outra, e se quiser ser mais específico, é visitar um dermatologista ou médico especialista em imunologia.

Seja qual for a opção que escolher, se acabar por ser diagnosticado com urticária, o profissional de saúde poderá referir estas soluções para aliviar os seus sintomas, dependendo da gravidade com que os sente:

  • Uso de compressas frias

Se a sua urticária for desencadeada pelo frio, esta é uma dica a esquecer. No entanto, se esse não for o seu caso, aplicar uma compressa fria (ou um saco de gelo) nas zonas em que sente comichão é uma ótima maneira de encontrar algum alívio sem ter de recorrer a medicamentos. Faça-o várias vezes ao dia ou quando sentir os sintomas a piorar.

  • Cremes antipruriginosos

Existem várias loções que combatem eficazmente a comichão e vermelhidão que resultam da urticária, e pode adquiri-los em qualquer farmácia sem receita médica.

  • Anti-histamínicos não sedativos

Apesar de, para muitas pessoas, a urticária não ser o resultado de uma reação alérgica, a irritação da pele acontece graças à produção excessiva de histamina. Por essa razão, tomar anti-histamínicos não sedativos é uma boa solução para casos em que soluções naturais não parecem dar resultados. 

  • Corticóides orais ou injetáveis

Se os anti-histamínicos não reduzem os seus sintomas, o seu médico poderá sugerir o uso de corticoides orais ou injetáveis. Esta solução é usada apenas a curto prazo, uma vez que pode causar efeitos secundários indesejados.

Adicionalmente, deverá evitar situações stressantes, deixar de usar roupas apertadas e garantir que mantém a sua pele hidratada dia após dia (optando sempre por um produto não perfumado e o mais natural possível). 




O que é urticária crónica espontânea (ou idiopática)?

A urticária é uma condição cutânea caracterizada pelo aparecimento de babas ou manchas avermelhadas na pele, que podem ser de várias dimensões e que causam comichão e, em alguns casos, uma sensação de queimadura.

Cada uma destas manchas e babas, que podem surgir em qualquer parte do corpo, tende a durar menos de 24 horas e pode desaparecer naturalmente ou através de um tratamento. No entanto, como as babas vão aparecendo continuamente, substituindo-se umas às outras ao longo do tempo, a urticária pode durar um total de 6 semanas, caso seja aguda, ou mais, caso seja crónica.

No artigo de hoje, vamos focar-nos na urticária crónica espontânea, também conhecida como urticária crónica idiopática. Continue a ler e aprenda mais sobre as causas e os sintomas desta doença, e como é feito o diagnóstico e tratamento da mesma.

O que causa a urticária crónica espontânea?

A resposta a esta pergunta ainda não é conhecida. Sabe-se que não se trata de uma reação alérgica, nem de uma doença contagiosa. Parece também existir uma ligação entre a urticária crónica espontânea e outras condições, já que várias pessoas com doenças da tiróide, lúpus e problemas hormonais acabam também por sofrer de urticária.

Para além disto, existem certos fatores que costumam desencadear a urticária, nomeadamente bebidas alcoólicas, exposição a raios solares, stress, certos insetos e parasitas, uso de roupa apertada, exercício físico, medicamentos para a dor, e calor/frio.

Dito isto, até à data, ainda nenhum estudo chegou a uma conclusão definitiva acerca daquilo que leva o sistema imunitário a reagir e causar aparecimento das babas e manchas.

Quais são os sintomas da urticária crónica espontânea?

Os sintomas da urticária crónica espontânea tendem a durar mais do que seis semanas e os mais comuns são:

  • Aparecimento de manchas avermelhadas em qualquer parte do corpo.
  • Aparecimento de babas de qualquer tamanho e forma, e em qualquer parte do corpo.
  • Comichão.
  • Inchaço doloroso nos lábios, olhos e garganta (urticária com angioedema).


Como é feito o diagnóstico da urticária crónica espontânea?

Apesar de a urticária crónica espontânea não ser, regra geral, uma doença grave, esta pode ter um impacto negativo no seu bem-estar, devido à comichão e, por vezes, à dor que causa. Assim, se notar que as manchas e babas não desaparecem naturalmente ou após o uso de certos tratamentos, deve falar com o seu médico.

Durante a consulta, o médico irá fazer-lhe perguntas acerca de todos os sintomas que costuma experienciar, das condições em que as manchas costumam aparecer e quanto tempo costumam durar, de possíveis fatores desencadeadores, e de qualquer medicação que esteja a tomar (ou tenha experimentado). Adicionalmente, o médico deverá considerar a possibilidade de a sua reação cutânea ser o resultado de uma alergia, assim como de a urticária ser causada por outras condições já referidas, isto é, doenças da tiróide ou desequilíbrios hormonais.

Dica: Vá tirando fotografias das manchas e babas e apontando quaisquer fatores que as possam ter originado. Assim, quando chegar a altura da sua consulta, poderá apresentar um histórico mais detalhado ao seu médico.

Nota: Se a sua urticária crónica espontânea for acompanhada de angioedema e sentir dificuldade em respirar, dirija-se de imediato ao serviço de urgência. Esta situação é potencialmente muito grave.

Como tratar a urticária crónica espontânea

Devemos começar por referir que não existe cura para a urticária crónica espontânea. No entanto, na maior parte dos casos, a doença não dura para sempre. Para além disso, existem várias maneiras de aliviar a urticária:

  • Hidratação da pele. O uso de certas loções e cremes anti-pruriginosos alivia eficazmente a comichão e desconforto.
  • Anti-histamínicos não sedativos. Ao bloquear a produção de histamina do seu organismo, estes medicamentos diminuem os sintomas da urticária.
  • Corticóides orais ou injetáveis. Apenas em casos mais graves e como uma solução a curto prazo.

Adicionalmente, mudar certos hábitos do seu dia-a-dia pode também ser benéfico:

  • Deixar de usar produtos de pele demasiado agressivos.
  • Optar por peças de roupa mais leves e largas.
  • Utilizar protetor solar diariamente.
  • Aplicar um pano frio nas zonas afetadas para diminuir a comichão.

A urticária crónica espontânea (ou idiopática) pode causar bastante desconforto. Por isso, deve experimentar as várias maneiras de aliviar os sintomas e, se necessário, marcar uma consulta com o seu médico. Com tempo, irá encontra a solução que melhor funciona para si!




O que fazer com a rinite alérgica na gravidez?

Sabia que a congestão nasal é um sintoma comum da gravidez? Apesar de não ser tão falada como os enjoos matinais ou a fadiga constante, muitas mulheres grávidas sofrem com este problema desde o segundo trimestre e, em alguns casos, até ao final da gravidez.

Mas porque é que isso acontece?

Segundo alguns estudos, isto deve-se às mudanças que o seu corpo sofre durante a gravidez, nomeadamente, ao facto de que, para garantir uma maior proteção do feto, o seu fluxo sanguíneo para as membranas mucosas aumenta. Uma dessas membranas localiza-se no seu nariz e, quando o fluxo lá chega, faz com que os seus condutos nasais inchem e os sintomas comecem a aparecer.

No entanto, pode haver outra razão por trás do seu nariz entupido: uma rinite alérgica. Nesse caso, a congestão nasal é acompanhada por outros sintomas típicos desta doença respiratória (tosse, comichão nos olhos, espirros, e mais). Se é isso que tem experienciado durante a sua gravidez, é provável que ande à procura de soluções que aliviem estes desagradáveis sintomas – e é exatamente sobre isso que vamos falar de seguida.

Como aliviar a rinite alérgica durante a gravidez

Se tem notado os sintomas da rinite alérgica durante a sua gravidez, é crucial que procure ajuda profissional o mais cedo possível, pois uma rinite não tratada pode resultar em complicações de saúde para si e/ou para o feto.

Como já deve saber, tomar medicamentos sem antes consultar o seu médico não é uma boa ideia, especialmente se está grávida. As quatro soluções de que vamos falar de seguida são bastante eficazes no alívio dos sintomas da rinite alérgica, mas antes de experimentar qualquer uma, fale com o seu médico para garantir que não coloca nem a sua saúde nem a saúde do seu bebé em risco.

  • Evitar alergénios

Caso a sua rinite seja alérgica, é essencial que evite o contacto com os alergénios até ao final da sua gravidez. Se não tem a certeza sobre o que tem causado as reações alérgicas, fale com o seu médico. Um especialista irá conseguir descobrir qual o fator alrgénico que a tem incomodado e, com essa informação, poderá fazer mudanças no seu dia-a-dia que irão garantir o seu bem-estar e a segurança do seu bebé.

Se for alérgica a animais, peça a um familiar ou amigo para tomar conta do seu animal de estimação até o bebé nascer. Se for alérgica ao pólen, lembre-se de usar óculos de sol sempre que sair de casa e de lavar a sua roupa frequentemente, para que o pólen não adira às fibras e a continue a incomodar mesmo dentro de sua casa. Se for alérgica aos ácaros do pó, peça ao seu parceiro ou parceira para limpar exaustivamente a casa, ou contrate um serviço de limpeza pelo menos até ao final da gravidez.

  • Anti-histamínico

Anti-histamínicos, podem ser indicados para mulheres grávidas, uma vez que este tipo de medicamento não costuma ser uma ameaça à saúde e bem-estar do bebé. No entanto, e apesar de ser possível comprar sem receita médica, não é aconselhável que o faça sem consultar o seu médico, principalmente se ainda estiver no primeiro trimestre da gravidez.

  • Sprays nasais

Em princípio, o uso de sprays nasais é perfeitamente seguro para mulheres grávidas, sejam eles com corticosteroides ou com uma solução salina. Mas atenção! A única substância que deve evitar é a oximetazolina. Por isso, lembre-se de ler com atenção a lista de ingredientes de um spray antes de o comprar e consulte os profissionais da sua farmácia.

A evitar: Descongestionantes

Usar descongestionantes é uma solução comum para gerir os sintomas da rinite alérgica, mas para mulheres grávidas, fazê-lo pode não ser a melhor ideia. O seu médico deverá informar-lhe sobre isto quando lhe explicar os seus sintomas, mas o que acontece é que este tipo de tratamento acaba muitas vezes por limitar o fluxo sanguíneo para a placenta, essencial para que o seu bebé receba o oxigénio e os nutrientes de que precisa para continuar a crescer de maneira saudável. Tendo em conta que existem várias alternativas que conseguem diminuir os seus sintomas eficazmente, a nossa sugestão é que evite usar qualquer tipo de descongestionante.

Ter uma rinite alérgica durante a sua gravidez não tem de ser um problema grave: o importante é que fale com o seu médico sobre os seus sintomas assim que estes começarem, de modo a controlar a doença da melhor maneira desde o início.


Como me posso proteger das alergias?

Se costuma sofrer com alergias ano após ano, já deve conhecer tratamentos como os anti-histamínicos ou os sprays nasais, que o ajudam a diminuir os variados sintomas da rinite alérgica. Mas e se pudesse prevenir que esses sintomas acontecem com tanta frequência e gravidade? Leia as nossas nove dicas e saiba como se pode proteger das alergias.

Hábitos diários

1. Proteja os seus olhos

Se costuma usar lentes, os períodos do ano em que a sua rinite alérgica parece piorar são boas alturas para voltar aos óculos. Se não tem problemas de visão, lembre-se de andar com um par de óculos de sol na mala e de os usar sempre que estiver na rua.

Esta proteção ocular é especialmente útil se for alérgico ao pólen, já que funciona como uma camada entre si e o alergénio, prevenindo os sintomas da rinite alérgica e diminuindo também o risco de uma conjuntivite alérgica.

2. Tome banho à noite

Como já não vai sair mais de casa, pode garantir que tem uma boa noite de sono, livre de quaisquer alergénios.

E já que estamos a falar de higiene pessoal, é importante que não se torne demasiado obcecado com a sua limpeza. Tomar demasiados banhos e passar demasiado tempo a garantir que está o mais limpo possível vai acabar por ter o resultado oposto ao desejado, já que significa que a sua exposição a bactérias diminui e, consequentemente, o seu sistema imunitário pode ser afetado negativamente.

Nota: Não se esqueça do seu cabelo! Não sugerimos que o lave todos os dias, mas que pelo menos use um pano húmido para remover resíduos dos alergénios.

3. Faça exercício físico e preste atenção à sua alimentação

Sabia que os seus hábitos alimentares podem agravar os sintomas da rinite alérgica? Para garantir que isto não acontece, deve tentar informar-se acerca dos alimentos ricos em histamina e/ou interferem no metabolismo da mesma (promovendo um aumento da libertação de histamina) e eliminá-los da sua dieta nos períodos em que a sua rinite “ataca”. Para ter uma ideia, alguns alimentos e bebidas que deve evitar são: café, laticínios, bebidas alcoólicas, espinafres, beringela, nozes, cajus, e bebidas fermentadas. 

Relativamente ao exercício físico, é importante que o faça regularmente pois ajuda o seu sistema imunitário a funcionar da melhor maneira. Se for gravemente alérgico ao pólen, tente fazer o exercício dentro de casa.

Em casa

4. Saiba quando ventilar a casa

Ventilar a casa? Sim. Ventilar a casa a qualquer altura do dia e durante qualquer período de tempo? Não! A nossa sugestão é que por volta do meio-dia abra as janelas durante dez minutos e depois as feche até ao dia seguinte. Assim, consegue evitar as horas de maior concentração de pólen. Se o seu maior problema forem os esporos e os fungos, investir num desumidificador é também uma boa ideia para manter a sua casa livre de alergénios.

Nota: A regra das janelas fechadas também se aplica quando está a conduzir, para que o pólen não se acumule dentro do seu carro.

5. Não estenda a roupa fora de casa

Sabemos que a roupa seca mais rápido quando está lá fora a apanhar sol. Infelizmente, o sol costuma começar a espreitar durante a primavera ou, por outras palavras, durante a altura do ano em que a concentração de pólen é mais elevada. Por isso, a nossa sugestão é que deixe o estendal dentro de casa ou, se tiver uma máquina de secar roupa, que a use. Assim, evita que os alergénios adiram às fibras das suas peças de roupa (ou, ainda pior, da sua roupa de cama) e o incomodem mais tarde, quando as usar.

6. Limpe a casa regularmente

A nossa sexta dica é particularmente importante se é alérgico a animais e tem um em casa.

Se tiver um animal, nunca se esqueça de limpar tapetes, sofás e qualquer zona onde o seu amigo peludo costuma estar pelo menos uma vez por semana. Se for especialmente sensível ao pólen e/ou aos ácaros do pó de casa, use um pano húmido e nunca espanador para limpar superfícies, já que o segundo irá espalhar os alergénios pelo ar e, muito provavelmente, desencadear mais uma típica série de espirros.

Fazer uma limpeza exaustiva e regular da sua casa vai ajudá-lo a estar mais confortável dentro da mesma.

Com animais

7. Dê banho ao animal regularmente

Se a sua rinite alérgica é causada por animais, deve evitar o contacto com “flocos” de pele do seu amigo de quatro patas e nada como um banho semanal para garantir que a quantidade desses “flocos” que existe dentro de sua casa é mínima. Lembre-se de usar produtos de banho especificamente designados para o animal em questão, de modo a que não acabe por danificar o pelo ou a pele do seu animal. Se se tratar de um gato, visite o seu veterinário e aprenda qual a melhor maneira de lhe dar o banho, assim como que produtos o profissional recomenda.

8. Escove o animal fora de casa

Escovar o seu animal dentro de casa é sinónimo de espalhar alergénios na mesma – o oposto daquilo que se quer. Lembre-se sempre de o fazer fora de casa e, se alguém com quem mora não sofre da mesma alergia, peça-lhe que trate desta tarefa por si. Investir numa escova de alta-qualidade que remova grande parte dos resíduos é também uma boa ideia.

9. Mantenha o animal fora da divisão onde passa mais tempo

É essencial reservar certas áreas da sua casa só para humanos, de modo a garantir que tem sempre um refúgio onde pode ir para encontrar algum alívio dos sintomas da rinite. O seu quarto deve definitivamente ser uma destas áreas pois, se não o for, pode acabar por passar noites bastante mal dormidas, o que irá ter um impacto negativo no seu bem-estar. Se trabalhar remotamente, o seu escritório deve também ser restrito a animais, para que os ataques de espirros e tosses não acabem por diminuir a sua produtividade.

Como vê, proteger-se contra as alergias passa muito por evitar os fatores alérgenos que a costumam causar. Lembre-se de todas as nossas dicas, tenha à mão um spray nasal (que também atue na prevenção e não só no tratamento dos sintomas) e vai ver que a sua rinite alérgica vai deixar de ser um problema tão grande.

Como tratar, curar e aliviar a rinite alérgica?

A rinite alérgica afeta diferentes pessoas de diferentes maneiras. Os sintomas variam, assim como os alergénios que levam à reação e as alturas do ano em que a rinite ataca em força. No entanto, uma coisa é certa: para muitas pessoas que sofrem com esta doença respiratória, os sintomas acabam por ter um grande impacto no seu dia-a-dia e bem-estar.

Felizmente, existem vários tipos de tratamento que reduzem eficazmente estes sintomas e hoje vamos falar-lhe um pouco sobre todos eles.

Cinco maneiras de aliviar os sintomas da rinite alérgica

Não há falta de tratamentos para a febre dos fenos e a melhor maneira de saber qual a alternativa mais indicada para si é procurando uma opinião profissional. Isso leva-nos à questão: que médico trata a rinite alérgica?

Na verdade, existem duas respostas a esta pergunta. Uma opção é visitar o seu médico de família, pois estes profissionais, regra geral, conseguem fazer o diagnóstico e estabelecer uma terapêutica eficaz, e, quando não o conseguem, indicam-no a um médico especialista em alergias. A segunda opção é ir diretamente a um imunoalergologista, ou seja, um profissional que lida com alergias e condições relacionadas com as defesas do organismo.

Dependendo dos sintomas que tem experienciado e da gravidade da sua rinite alérgica, o médico irá receitar-lhe o tratamento mais adequado. Cinco das soluções mais comumente usadas para tratar a rinite alérgica são:

  • Irrigação nasal com solução salina

Começamos com um tratamento natural e muitas vezes utilizado para tratar sintomas de constipação, para além da rinite alérgica.

A irrigação nasal consiste na lavagem dos condutos nasais e para experimentar este tratamento precisa apenas de uma solução salina (que pode encontrar em qualquer farmácia ou até fazer em casa com sal marinho e água morna) e de uma seringa.

Com a cabeça inclinada para um lado, coloque a seringa com a solução na narina que estiver para cima e aperte o êmbolo. O soro deverá começar a sair pela outra narina e drenar para a faringe, eliminando alguns dos contaminantes que poderiam ter levado a inflamação.

  • Anti-histamínicos

A rinite alérgica acontece quando o seu sistema imunitário leva o seu corpo a libertar histamina para combater o alergénio que é considerado um risco, levando então aos espirros, congestão nasal, irritação nos olhos, e demais sintomas. Tal como o nome indica, os medicamentos anti-histamínicos fazem com que o seu corpo pare de produzir a histamina e, como resultado, conseguem reduzir os seus sintomas.

  • Medicamentos descongestionantes

Dois dos principais sinais de que tem rinite alérgica são a congestão e o corrimento nasal, e todos nós sabemos quão frustrante um nariz entupido se pode tornar. Durante o dia, assoa-se vezes sem conta e acaba por irritar a pele à volta do nariz, e à noite é difícil respirar e ainda mais difícil adormecer.

Um descongestionante é a solução ideal para estes problemas. Apesar de não ser aconselhado o uso durante um longo período de tempo (isto é, por mais de três dias), pois pode ter um efeito rebound acabando por agravar os sintomas, é uma boa maneira de obter alívio imediato.

  • Spray nasal e gotas oftalmológicas

Tal como os descongestionantes, certos sprays nasais e gotas oftalmológicas podem causar um efeito rebound e, como tal, não devem ser usados como um tratamento a longo-prazo.

No entanto, se aquilo de que está à procura é um tratamento para utilizar durante um longo período de tempo, deverá optar por um spray e/ou gotas com corticosteroides. Este tipo de produtos demora um pouco mais do que os anti-histamínicos a fazer efeito, mas os resultados duram mais tempo.

  • Imunoterapia

Para pessoas com certos sintomas severos de rinite alérgica ou que querem tratar uma rinite crónica, o médico pode sugerir um tratamento chamado imunoterapia, ou hipossensibilização. No entanto, este tratamento só é possível se se identificar claramente o ou os alergénios responsáveis pela rinite.

Durante este tratamento, o profissional injeta porções do alergénio no corpo, sendo que as sessões costumam ser semanais e a quantidade do alergénio vai aumentando com o tempo até se encontrar a dose mais eficaz para o seu caso. A partir do momento em que se descobre esta dose, as sessões passam a ser realizadas com um maior intervalo de tempo e, ao todo, o tratamento dura três a cinco anos.

O objetivo é fazer com que o seu sistema imunitário se habitue ao alergénio e, eventualmente, deixe de o ver como uma ameaça à sua saúde.

É também possível usar comprimidos ao invés de injeções.

No que toca a tratamentos para a rinite alérgica, nunca é demais sublinhar a importância de procurar a opinião de um profissional de saúde. Não só é mais seguro, mas também mais eficiente. Marque a sua consulta hoje e recupere o seu bem-estar.

Rinite alérgica: Quais os sintomas e como identificar

A rinite alérgica é normalmente associada a sintomas como a congestão nasal, espirros e tosse, e esses são, de facto, indícios bastante comuns da mesma. No entanto, existem ainda mais sinais que podem apontar para esta doença respiratória. Continue a ler para descobrir mais sobre os sintomas e o diagnóstico da rinite alérgica.  

Quais são os sintomas da rinite alérgica?

  • Congestação nasal, corrimento e dificuldade em respirar

A rinite alérgica afeta principalmente o seu nariz e cavidades nasais. Por isso, é bastante provável que tenha o nariz entupido e sinta alguma dificuldade em respirar. Isto acontece porque as membranas mucosas no revestimento das suas cavidades nasais incham e, como tal, torna-se mais difícil inspirar e expirar.

  • Dor de garganta, tosse e expetoração

Após o contacto com um determinado alergénio, os seus seios nasais poderão ficar congestionados e, muitas vezes, isso leva ao acontecimento de outro sintoma: a drenagem retronasal. O nome pode não lhe ser familiar, mas é bem provável que já tenha experienciado esta drenagem. Esta acontece quando sente o muco extra que o seu organismo está a produzir a descer até à parte posterior da sua garganta e a acumular-se aos poucos.

Como consequência da drenagem retronasal, poderá ter dores de garganta, sentir uma necessidade constante de limpar a garganta, ter tosse (que se agrava durante a noite), mau hálito e até algumas náuseas.

  • Dor de cabeça

Todos nós já tivemos dores de cabeça e existem muitas razões que poderão estar por trás deste problema tão comum – incluindo a rinite alérgica. Apesar de ainda não haver consenso médico acerca da relação entre a rinite e dores de cabeça, sabe-se que quando o seu sistema imunitário liberta a histamina para combater o alergénio, pode acabar por causar uma inflamação em várias partes do seu corpo, incluindo a cabeça.

Dores de cabeça causadas por uma reação alérgica costumam ser latejantes e sentir-se também nos seios nasais e, em alguns casos, no rosto inteiro.

Para além disto, assoar o nariz constantemente pode também contribuir para as suas dores de cabeça.

  • Problemas de sono e fadiga

Provavelmente já sentiu dificuldade em adormecer ou dormir sem interrupções por tero nariz entupido ou com corrimento. É por isso mesmo que a rinite alérgica pode ter consequências na sua qualidade de sono. Para muitas pessoas, a obstrução nasal é o pior dos sintomas, pois impede muitas vezes uma boa noite de sono. Quando não tratada, esta doença respiratória pode levar à fadiga e, em última análise, afetar negativamente o seu bem-estar e produtividade no trabalho ou escola.

  • Relação com a asma

Mesmo sendo independentes, a rinite alérgica e a asma alérgica estão por vezes interligadas. isto deve-se ao fato de ambas serem manifestações da alergia respiratória. Ambas as doenças são alérgicas e atuam na mesma via, que se inicia no nariz e vai até o interior dos pulmões. 

Febre e refluxo: dois sintomas equivocadamente associados à rinite alérgica

Existem alguns sinais que o podem levar a assumir que tem rinite alérgica mas que, na verdade, não têm qualquer relação com a doença.

A febre é um deles: afinal, a rinite alérgica é também conhecida por febre dos fenos. No entanto, uma alergia não deverá levar à subida da temperatura corporal.

O refluxo silencioso é outro: uma vez que causa dores de garganta e drenagem retronasal, este problema é facilmente confundido com a rinite. No entanto, o refluxo não causa espirros, comichão nos olhos ou corrimento nasal, o que o diferencia da rinite.

Como é identificada a rinite alérgica?

O seu médico de família poderá conseguir fazer o seu diagnóstico através de uma consulta. 

Numa primeira fase, o médico irá reunir informação relevante e, para tal, deverá perguntar-lhe se sabe que fatores costumam levar à reação alérgica e se existe um histórico de rinite na sua família. Depois, o médico deverá examinar as suas narinas e verificar se existem pólipos nasais nas mesmas ou se o seu revestimento nasal apresenta algum inchaço.

Após estas duas primeiras fases, o seu médico irá optar por receitar-lhe um anti-histamínico ou sugerir um teste de alergias. Caso lhe seja sugerido um medicamento após a primeira consulta, terá de prestar atenção à forma como o seu organismo responde ao tratamento. Se os sintomas começarem a diminuir, muito bem. Se não notar diferença após o período indicado pelo médico, é provável que os sintomas não estejam a ser causados por uma alergia e é importante voltar a procurar ajuda profissional para entender o que se passa.

No caso de a sua primeira consulta não levar a resultados concretos, o seu médico de família irá indicá-lo a um especialista em alergia e imunologia (ou a um dermatologista), que irá então realizar o teste de alergia que referimos há pouco. Existem diferentes tipos de testes cutâneos, mas um dos mais comuns é o da picada, ou prick test. Durante este exame, o profissional faz pequenas picadas no seu braço, separadas por dois a cinco centímetros, e coloca diferentes alergénios em cada uma delas. Se se verificar uma reação positiva a alguns dos alergénios (isto é, vermelhidão em alguma das picadas), conseguirá entender-se o que causa a sua rinite alérgica.

Se o teste cutâneo também não levar a respostas definitivas, ou mesmo antes de os efectuar, o médico poderá optar também por fazer análises ao sangue específicas para os diversos alergénios (RASTs).

Porque temos rinite alérgica?

Tal como o nome indica, a rinite alérgica (também conhecida como febre dos fenos) é desencadeada pelo contacto com determinados fatores alérgenos.

Mas afinal, como é que esta reação acontece?

Na primeira vez em que entra em contacto com o alergénio, o seu organismo não reage, porque ainda não o conhece. Então, antes de notar quaisquer sintomas da rinite alérgica, o seu corpo passa por uma fase de sensibilização, durante a qual memoriza o fator alergénico como um perigo.

Memorizado este fator, o seu sistema imunitário hipersensível passa a estar preparado para libertar uma quantidade elevada de anticorpos cada vez que deteta o alergénio. Esses anticorpos pertencem à lasse das imunoglobulinas E e, para combater o alergénio, eles fazem com que  histamina seja liberta (assim como outros químicos), levando então aos sintomas associados com a rinite alérgica.

Sabendo então como a rinite alérgica ocorre, surge uma segunda questão: que fatores podem levar à reação alérgica? A resposta varia de caso para caso, mas existe um grupo de alergénios geralmente associados a este tipo de rinite:

Pólen

O pólen é o alergénio mais comum da febre dos fenos e isso explica porque tantas pessoas sofrem com congestão nasal e espirros constantes durante as mudanças de estação (cerca de 40% da população europeia e 10% a 30% da população mundial). Existem vários tipos de pólen que podem desencadear uma reação alérgica (de ervas, árvores e arbustos) e, em Portugal, o período do ano em que se verifica uma maior concentração de pólen é de abril a julho.

Ácaros do pó da casa

Em toda e qualquer casa, existem insetos minúsculos, invisíveis a olho nu, que se alimentam de pó e humidade e que constituem o alergénio interior mais comum. Mesmo nas casas mais limpas: estes insetos são tão pequenos que a maior parte dos produtos que usamos para limpeza não são suficientes para os remover! Estes insetos chama-se ácaros e costumam encontrar-se nos nossos tapetes, colchões, cortinas, almofadas e roupa de cama. Como existem durante todo o ano, os ácaros do pó costumam causar rinite alérgica crónica. No entanto, a quantidade de ácaros tende a ser mais elevada durante os meses de inverno.

Já que estamos a falar de ácaros, existe outro alergénio dentro das nossas casas que pode levar aos sintomas da rinite alérgica: as baratas. Estas não são tão comuns como o ácaro, muito porque são perfeitamente visíveis a olho nu e, assim, mais fáceis de remover. No entanto, as baratas podem deixar para trás pequenas partículas e essas sim, podem desencadear a rinite.

Animais

Desde cães e gatos a pássaros, cavalos, coelhos e hamsters: diversos animais podem levar o organismo a libertar histamina e provocar os sintomas da rinite alérgica perene (visto que pode entrar em contacto com o animal em qualquer região e altura do ano).

É importante referir que este tipo de rinite alérgica é geralmente causada pelo pelo, suor ou saliva do animal. A boa notícia é que isto não significa necessariamente que não pode ter um animal de estimação. O segredo está em aprender como gerir a sua doença, evitando passar muito tempo na mesma divisão que o animal, limpando a casa mais frequentemente e tendo áreas da casa onde o animal não pode estar.

Alimentação

A alimentação não costuma causar a rinite alérgica; contudo, é perfeitamente normal que, após consumir certos alimentos, os seus sintomas piorem. Assim, é bastante útil saber que alimentos e bebidas deve evitar nos períodos em que a sua rinite “ataca” em força:

  • Café: com a presença de elevada quantidade de xantinas, que podem estimular a produção de histamina. Visto que o problema da rinite alérgica é a produção demasiado elevada de histamina pelo sistema imunitário, torna-se clara a razão por que café e rinite não combinam bem. Opte antes por chás sem xantinas.
  • Lacticinios e bebidas alcoólicas (nomeadamente, cerveja e vinho): são ricos em histamina e/ou interferem no metabolismo da mesma (promovem um aumento da libertação de histamina).
  • Alimentos com aditivos: quer estejamos a falar de corantes artificiais, conservantes ou qualquer outro aditivo, todas estas substâncias podem agravar os sintomas da rinite. 
  • Nozes, cajus, espinafres, beringela, kombucha, vegetais fermentados, vinagre, tomates: apesar de saudáveis, todos estes alimentos são ricos em histamina e/ou interferem no metabolismo da mesma (promovem um aumento da libertação de histamina).

Saber qual é a causa por trás da sua rinite alérgica é essencial para conseguir evitar que os seus sintomas aconteçam com tanta frequência. Não se esqueça de prestar atenção às condições em que a sua rinite costuma acontecer e de falar com o seu médico para aprender como lidar com a doença da melhor maneira.